segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

A Queda do Bitcoin Assusta, Mas Ensina: Entenda o Momento e Saiba Como Agir com Inteligência



Queda do Bitcoin

Nos últimos dias, o Bitcoin voltou ao centro das atenções do mercado financeiro não por uma nova máxima histórica, mas por uma queda expressiva no seu preço, caindo de 120 mil dólares para 70 mil dólares, uma queda de 40% do seu valor. Essa movimentação gera medo, insegurança e muitas dúvidas, principalmente para quem está começando agora no mundo dos investimentos.

A pergunta que muitos fazem é: "o Bitcoin está caindo, isso é o fim?"
A resposta, para quem conhece a história desse ativo, é simples: não. Isso faz parte do ciclo.

Para entender melhor o que está acontecendo, é preciso olhar além do gráfico vermelho e compreender os fatores que influenciam essa queda e, principalmente, como um investidor inteligente deve se posicionar nesse cenário.


Por que o Bitcoin está caindo agora?

Quedas no Bitcoin raramente acontecem por um único motivo. Normalmente, é a combinação de fatores econômicos, psicológicos e estruturais do próprio mercado cripto, como ele é descentralizado, ou seja, ninguém tem o controle para fazer ele aumentar e diminuir de preço, fazendo com que ele opere na oferta e demanda, diferente de muitas moedas fiduciárias, pessoas sem conhecimento do ativo "caiem" em qualquer notícia, aqui está uns fatores que acreditamos que contribuiu para a queda do Bitcoin, se você acertar o motivo exato da queda da dele, parabéns você é muito inteligente, é quase impossível saber o motivo exato da queda.

1. Realização de lucros após altas recentes

Sempre que o Bitcoin passa por um período de valorização, muitos investidores aproveitam para vender e garantir o lucro. Esse movimento aumenta a pressão de venda e naturalmente faz o preço recuar, porque muitas pessoas operam diferente, umas operam a longo prazo e outras a médio/curto prazo, além disso, eles não vendem pouco e sim, cerca de milhões de dólares. Outro fator parecido é que as corretoras estão vendendo fazendo este mesmo ciclo e ganhando dinheiro de quem está alavancado, ou seja, quem faz um empréstimo para comprar o ativo.

2. Cenário econômico global desfavorável

O Bitcoin é considerado um ativo de muito risco. Em momentos de:

. Juros altos

. Fortalecimento do dólar.

. Incertezas econômicas

. Tensões geopolíticas

os investidores tendem a retirar dinheiro de ativos voláteis e buscar segurança em investimentos mais conservadores, além de buscar o investimento onde está mais valorizando, como está acontecendo com ouro e a prata.

3. Notícias negativas e regulações

O mercado cripto ainda é muito sensível a notícias, ainda mais o Bitcoin, como mencionado anteriormente ele é descentralizado. Qualquer rumor de regulamentação mais rígida, problemas em corretoras, ou investigações no setor já é suficiente para causar pânico e vendas em massa, como saiu uma notícia que: "na lua cheia ele sempre irá aumentar o preço". O que faz cair o preço do Bitcoin é a compra e venda do ativo, mas claro têm decisões políticas que fazem ele aumentar e baixar de preço.

4. O efeito manada

O mercado cripto é altamente emocional. Quando o preço começa a cair, muitos investidores vendem por medo e também porque alguém famoso está vendendo e a pessoas pensa; "se ele está vendendo eu vou vender também", isso é um erro gravíssimo, o que acelera ainda mais a queda. É um ciclo de pânico que se retroalimenta. Logo, para uma venda ou uma queda exacerbada explicada de determinado ativo, o mesmo precisa mudar seu fundamento. Exemplo: se você comprou uma ação que só venda petróleo e agora ela está vendendo água, isso é uma mudança de fundamento. O Bitcoin que custava 120 mil dólares é mesmo que está custando 70 mil dólares, assim, dá para se concluir que há um medo extremo pelo ativo.


Essa não é a primeira (nem será a última) grande queda

Para quem acompanha o Bitcoin há mais tempo, esse cenário é praticamente um “filme repetido”, ou seja, as pessoas que compraram barato, estão vendendo o ativo para obter lucro. Veja alguns exemplos históricos:

2018: caiu de US$ 20.000 para cerca de US$ 3.000

. 2020 (pandemia): caiu quase 50% em poucos dias

2022: saiu de US$ 69.000 para menos de US$ 16.000

. Depois disso? Recuperou e voltou a subir.

Esses movimentos fazem parte dos ciclos naturais do Bitcoin. A volatilidade é uma característica do ativo, não um defeito.


O erro mais comum do investidor iniciante

Em momentos como esse, muitos iniciantes que não conhecem o ativo cometem exatamente os mesmos erros:

. Compram quando todo mundo está eufórico, justamente no preço mas alto dele;

. Vendem quando o medo toma conta, por notícias totalmente fora de contexto;

. Tomam decisões baseadas na emoção, não na estratégia e por influencers digitais.

Isso gera um ciclo ruim: comprar caro e vender barato.


O que o investidor experiente faz durante a queda?

Quem já viveu outros ciclos entende que a queda pode ser uma oportunidade, mas nem toda a queda é oportunidade e nem toda alta deixou de ser. O investidor experiente:

. Mantém a calma

. Não toma decisões precipitadas

. Analisa o cenário com racionalidade

. Compra aos poucos durante a queda

. Usa estratégia de preço médio (DCA)

Ele sabe que quedas são temporárias, mas a tecnologia e o projeto do Bitcoin continuam existindo.


A estratégia do preço médio (DCA)

Uma das estratégias mais usadas em momentos de queda é o Dollar Cost Averaging (DCA), que consiste em investir um valor fixo periodicamente, ou seja, fazendo uma escadinha, quando o preço cai ele irá aportando mais desse valor fixo, geralmente aporta mais, quando cai pela segunda e terceira vez. Exemplo:

. R$ 1000 para investir

. Primeira queda: investe R$ 150;

. segunda queda: investe R$ 300;

. terceira queda: investe R$ 400;

. quarta queda: investe R$ 150.

Assim, você compra tanto na alta quanto na baixa, reduzindo o impacto da volatilidade no longo prazo, fazendo com que você ganha uma boa rentabilidade e fazendo também não comprando tudo na primeira baixa e esperando baixar mais, exige bastante disciplina e constância.


Vale a pena vender agora?

Depende da sua estratégia inicial. Se você comprou pensando no longo prazo, vender agora pode significar realizar prejuízo desnecessário, mas se você não quer correr esse determinado risco de alta volatilidade pode ser que uma venda não seja ruim, irá ter desvalorização, mas como você não quer correr esse determinado risco sistêmico do Bitcoin é bom. Ele está em um período de queda e tensões políticas, ao longo prazo ele irá valorizar. Se você entrou apenas para especular no curto prazo, essa queda provavelmente trouxe uma lição importante sobre como funciona o mercado cripto.


O Bitcoin morreu? De novo?

Toda grande queda do Bitcoin vem acompanhada da mesma frase:
“O Bitcoin morreu.” 

Isso já foi dito centenas de vezes ao longo dos anos e todas estavam erradas. A rede continua funcionando. A tecnologia continua ativa. A adoção continua crescendo. O que muda é apenas o preço momentâneo e as notícias a toda o momento.


A queda pode ser uma grande oportunidade

Para quem acredita no Bitcoin no longo prazo, momentos como esse são vistos como uma promoção temporária. É justamente durante as quedas que muitos investidores constroem suas melhores posições e fazem compras com maiores valores, fazendo com que sua rentabilidade ao longo prazo aumente muito, chegando a triplicar o seu valor aplicado.


Conclusão

A queda do Bitcoin não é novidade e também não é a primeira vez. O que realmente importa é como você reage a ela. O mercado não pune quem vê o preço cair. O Bitcoin não mudou de fundamento ele é o mesmo de que quando estava a 120 mil dólares, ele pune quem age por impulso de suas emoções e seguindo "diquinha" de influencers. O Bitcoin já passou por momentos muito piores e se recuperou. A história mostra que paciência, estratégia e controle emocional são os maiores aliados do investidor nesse mercado. Antes de tomar qualquer decisão, respire, analise e lembre-se, que se os criptoativos irão fazer parte de sua carteira.

No mercado cripto, quem controla a emoção geralmente vence no longo prazo.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

ITUB4 é boa para iniciantes? Veja por que o Itaú é a primeira ação de muitos investidores

 


ITUB4 é boa para iniciantes? Vale a pena começar na bolsa pelo Itaú?

Geralmente quando alguém decide investir em ações pela primeira vez, há quase sempre a mesma dúvida, que é:

“Qual é a ação mais segura para começar?”

E em praticamente todas as conversas entre investidores, um nome aparece com frequência: ITUB4 — Itaú Unibanco.

Mas isso não acontece por acaso, nem por modismo. Existe um motivo técnico, financeiro e até psicológico para que ITUB4 seja considerada por muitos investidores experientes como a melhor ação para iniciantes na Bolsa brasileira. Vamos entender o porquê.


O que é a ITUB4 e por que ela é tão falada?

ITUB4 é o código da ação preferencial do Itaú Unibanco,ou seja, uma ação que dá preferencia a receber dividendos. O maior banco privado da América Latina e uma das empresas mais sólidas e lucrativas da B3, com indicativos muito bons e sendo listado entre os melhores bancos para investir seu dinheiro.

O Itaú é uma empresa que:

. Atua há mais de 90 anos no Brasil: um banco quase centenário, que já passou por diversos crises no mercado econômico, fazendo com que seja muito difícil quebrar; 

. Mantém lucros bilionários ano após ano: desde 2021 seus lucros vão aumentando gradativamente ano a ano, além de seus lucros serem bilionários, no ano de 2025 foi de 44,83 Bilhões;

. Possui uma gestão reconhecida no mercado: além de ser um banco, o Itaú também é uma gestora de investimentos, como Fundos Imobiliários reconhecidos no mercado, tem incríveis 757 Bilhões em ativos sob gestão; 

. Está presente na vida de milhões de brasileiros: você possivelmente deve receber pelo Itaú ou conhecer alguém que recebe por ele, aproximadamente 100 Milhões de clientes espalhados pelo Brasil inteiro é o quarto banco com mais clientes em nosso país; 

Quando você compra ITUB4, você não está comprando uma promessa de crescimento.Você está comprando uma máquina de gerar lucro que já está funcionando há décadas.

E isso, para um iniciante, é extremamente importante.


 O erro mais comum de quem começa na bolsa

Quando estamos começando a investir geralmente pensamos assim:

. “Qual ação vai subir mais rápido?”

. “Qual ação está muito barata?”

. “Qual pode dobrar de valor?”

E isso quase sempre leva a escolhas ruins, empresas instáveis e muita frustração.

O iniciante não precisa de explosão. Precisa de previsibilidade. Seu objetivo é operar bem o dinheiro é consequência, comece a pensar assim logo cedo.

E previsibilidade é exatamente o que define o Itaú, o que faz ser um excelente banco para investir o nosso dinheiro nele.


 ITUB4 paga dividendos? E isso importa para iniciantes?

Sim, é uma empresa pagadora de dividendos. Importa e muito, para seus juros compostos fazerem efeito como reinvestimento e a longo prazo é diferencial.

O Itaú distribui dividendos e juros sobre capital próprio (JSCP) diversas vezes ao longo do ano, cerca de todos os meses ele JSCP.

Isso cria um efeito psicológico muito poderoso para quem está começando, pois está recebendo dinheiro todos os meses, fazendo em nosso cérebro que ele ative um sistema de recompensa. O investidor vê dinheiro entrando na conta sem vender a ação.

Esse simples fato ajuda a:

. Criar disciplina: você está recebendo rápido os dividendos (mensalmente), fazendo que você pense que atingiu os objetivos; 

. Aumentar a confiança: recebendo mensalmente, aumenta sua confiança para investir todos os meses e aportando mais; 

. Ensinar o conceito de renda passiva na prática: se você busca renda passiva, você começa a entender que não é com pouco e não será fácil, além de ser uma caminhada longa e árdua.

Muitos iniciantes desistem da bolsa porque não veem resultado. Com ITUB4, o resultado aparece em forma de dividendos regulares e consistentes.


 E quando a bolsa cai forte?

Aqui está um dos maiores pontos a favor da ITUB4. Quando o mercado entra em pânico:

. Empresas frágeis sofrem muito: como elas são pequenas, qualquer notícia faz com que ela despenque, porque não tem uma solidez tão grande; 

. Iniciantes entram em desespero e vendem no prejuízo: iniciantes vêem qualquer queda como: perdi meu dinheiro, empresa está ruim, dentre outros. Mas, é só o dia a dia do mercado, ou seja, ações da empresa sendo vendidas e compradas, efeito denominado de oscilações de mercado.

Já empresas não só como o Itaú:

. Caem menos: porque são solidas e tem um patrimônio imenso, fazendo com que seja quase impossível de serem quebradas; 

. Se recuperam mais rápido: como empresas grandes tem uma gestão muito boa, se haver crises, se recupero mais rápido. 

Isso protege o iniciante do maior inimigo da bolsa: as próprias emoções.


 O setor bancário é um dos mais seguros da economia

Pense de forma simples: As pessoas podem parar de comprar roupas?, Podem parar de viajar?, Podem parar de trocar de celular?

Mas elas não param de usar banco, porque recebem seu salário pelo o banco e ainda precisam dos serviços prestados dos mesmos. Sempre haverá:

. Conta corrente

. Cartão de crédito

. Financiamento

. Empréstimo

. Investimentos

. Pagamentos

O banco está no centro da economia. E o Itaú é um dos maiores.


ITUB4 é uma ação “sem emoção” e isso é ótimo

Ela não vai virar modinha, não vai dobrar em 6 meses, até porque o Itaú dobrar de tamanho é muito difícil, pois já é gigante. Não vai aparecer em todas as manchetes, ela é previsível, constante, estável. E é exatamente isso que constrói patrimônio no longo prazo. Investidores experientes aprendem isso com o tempo. Investidores a longo prazo não focam em ficar horas e horas vendo o melhor investimento para se fazer no momento, eles focam em aproveitar as oportunidades que o mercado está oferecendo no momento, ou seja, lembrando seu objetivo é operar bem o dinheiro é consequência.

O iniciante pode começar já sabendo.


 Existem pontos negativos?

Sim, sempre haverá pontos negativos em uma empresa, porque nenhuma empresa é perfeita, sempre terá probleminhas é importante falar a verdade, aqui estão eles:

. O Itaú já é muito grande, então o crescimento não é explosivo: como é uma gigante no ramo bancário, se torna difícil a expansão em âmbito nacional;

. A valorização costuma ser mais lenta do que empresas menores: mencionado anteriormente, é um banco gigantesco, então uma valorização muito alta anualmente é complicado.

. Não é ação para “ficar rico rápido”: você irá "colher os frutos" a longo prazo e não em dois meses, queremos que ela valorize no longo prazo, porque queremos o Yield on cost.

Mas isso, para quem está começando, é qualidade não defeito, para você que tem medo o Itaú é uma excelente empresa.


 Por que quase todo investidor experiente já teve ITUB4 na carteira?

Porque com o tempo se aprende uma lição importante, o investidor aprende muito com o mercado, ou seja, perdendo e ganhando dinheiro, aqui há algumas:

. As ações que enriquecem não são as mais emocionantes.

. São as mais confiáveis.

ITUB4 é a definição de confiável na bolsa brasileira.


 Então, ITUB4 é boa para iniciantes?

Sim. Muito, porque ela oferece exatamente o que quem está começando e precisa de segurança para a sua carteira de ações;

. Segurança
. Estabilidade
. Dividendos frequentes
.  Empresa sólida e conhecida
.  Menor chance de sustos grandes
Facilidade psicológica para investir

Se alguém quer aprender como funciona a bolsa sem passar por traumas financeiros no início, começar pelo Itaú é uma das decisões mais inteligentes possíveis.


 Conclusão final para o leitor

Se você está começando na bolsa agora e ainda tem medo de errar, ITUB4 pode ser a porta de entrada ideal. Ela não promete milagres, ela entrega consistência, ou seja, é melhor você ter uma rentabilidade de 10% do que outra de 14%, visando uma melhor segurança, logo, você não "irá perder o sono" quando for dormir à noite, além do banco entregar uma excelente rentabilidade.

E, na bolsa de valores, consistência é o que constrói patrimônio de verdade ao longo dos anos.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Quanto rende o Nubank por dia? Veja quanto seu dinheiro cresce de verdade

 


Quanto rende o Nubank por dia? Entenda de verdade quanto cresce o seu dinheiro

No Nubank há um tipo de investimento de Renda Fixa famoso chamada de: "caixinha", e se você já deixou algum dinheiro na Conta do Nubank, certamente já se perguntou:

“Quanto isso está rendendo por dia?”

A resposta não é um número fixo tipo “R$ 1 por dia”, porque o rendimento não funciona como um salário diário. Mas dá para explicar de forma clara e prática como esse rendimento é calculado e o que ele representa no seu bolso. Vamos por partes.


1. Como o Nubank rende: 100% do CDI

Quando você deposita dinheiro na Conta do Nubank e coloca na caixinha e deixa lá por mais de 30 dias sem mexer, esse valor começa a render automaticamente a 100% do CDI  um índice amplamente usado em investimentos de renda fixa no Brasil.

O CDI (Certificado de Depósito Interbancário):

. É um índice que representa os juros do mercado interbancário: logo os bancos devem operar de acordo com esses juros, podendo ser mais altos ou mais baixos. Definido pelo Banco Central para controlar a inflação, chamada de Taxa Selic;

É praticamente igual à taxa Selic, que atualmente está em torno de 15% ao ano: se iremos querer ser o mais certo possível, 100% é igual: Taxa Selic-0,10, ou seja nos dias atuais 100% do CDI equivale a 14,9%;

. Por isso, um rendimento de 100% do CDI significa que seu dinheiro cresce próximo a 14,9% ao ano atualmente: Exemplo, se você coloca R$100,00 em um investimento que renda 100% do CDI, ele irá render cerca de R$114,90, no ano.

Isso já explica por que o rendimento do Nubank é bem melhor do que a poupança, que hoje rende apenas 0,50% ao mês + TR quando a Selic está acima de 8,5%.


2. Por que o Nubank não mostra rendimento “por dia” imediatamente

Existe uma regra importante: O seu dinheiro só começa a render a partir do 31º dia após o depósito inclusive com o rendimento dos 30 primeiros dias sendo creditado de uma só vez nesse dia. Depois disso:

. O dinheiro rende diariamente, mas só em dias úteis os finais de semana e feriados não contam para o cálculo dos juros: ele rende de terça a sábado, logo domingo e segunda o dinheiro não rende.

Isso significa que o rendimento é calculado de forma proporcional por dia útil, não por dia calendário. Ou seja, o juros só se acumulam quando o mercado financeiro está aberto. Não fique olhando todos os dias os rendimentos, uma vez na semana está, se não, você pode ficar meio que ansioso, deixe os juros compostos fazerem o seu trabalho.


3. Quanto rende na prática por mês e por ano

Com o CDI em 14,9% ao ano, deixar R$ 100 rendendo na Conta do Nubank por um mês (sem movimentar o dinheiro) resulta em cerca de R$ 1,16 a mais no saldo no 31º dia, mas claro se você tiver mais dinheiro, logo irá render mais.

Em um ano, esses mesmos R$ 100 viram aproximadamente R$ 114,90 assumindo que o CDI e a Selic não mudem. Que, atualmente está difícil, porque o Brasil é um país muito instável com juros, ou seja, os juros ficam variando muito no decorrer dos anos.

Isso representa um crescimento de cerca de 14,9% ao ano, que é o rendimento que você teria com 100% do CDI em rendimento bruto, mas para ver o rendimento líquido, já um post na página explicando o imposto de renda em investimento de renda fixa. 


4. E quanto isso dá por dia útil?

Fizemos essa pergunta para ver quanto ganhamos sem fazer "nada". Se você quisesse transformar esse rendimento anual em rendimento diário útil, a conta seria algo assim:

. CDI = ~14,9% ao ano (aproximadamente)

. Mercados consideram cerca de 252 dias úteis por ano

Então, o rendimento proporcional (em dias úteis) seria aproximadamente:

(1+0,149)1/25210,00054(1 + 0{,}149)^{1/252} - 1 ≈ 0,00054

0,054% de rendimento por dia útil.

Isso significa que, num dia útil típico, 100 reais renderiam algo como R$ 0,05 todos os dias sem você precisar trabalhar, se fosse proporcional lembrando que o Nubank não mostra isso dia a dia, mas acumula os juros e os credita depois. Esse valor pode parecer pequeno isoladamente, mas os juros compostos transformam isso em algo bem maior ao longo do tempo.


5. Diferença com outras formas de rendimento

Uma vantagem importante do Nubank é que:

. Depois dos 30 dias iniciais, ele rende todos os dias úteis: no começo não irá render todos os dias, mas depois desse período de carência, ele rende normal; 

. Você não precisa fazer nada os juros são automáticos: você não precisa fazer nada para ganhar dinheiro, porque já é automático, pois você está emprestando dinheiro a instituição financeira e ela está devolvendo seu dinheiro com juros;

. E o rendimento de 100% do CDI costuma ser bem superior à poupança: além de ser superior a poupança é mais seguro, pois até os dias atuais o governo não pegou nenhum dinheiro de investimentos de CDI, mas claro há impostos;

. Segurança do FGC: se o banco falir, o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), irá devolver seu dinheiro, mas só se você tiver até R$250.000,00 (duzentos e cinquenta mil reais) por pessoa física. Logo, é seguro deixar seu dinheiro rendendo na caixinha.

 Por outro lado:

. Não existe valor fixo “por dia” como se fosse um salário: você deve ter pensado que renda um valor fixo, como R$5, R$10, mas não é assim, é pelo percentual do montante colocado na caixinha, é 0,054% de rendimento por dia útil.

. O rendimento depende da taxa CDI/Selic vigente se a Selic cair, o rendimento também cai: então se o BACEN definir que a Taxa Selic irá cair o seu rendimento irá cair também, mas se subir, ela também sobe.


Conclusão explicando para o leitor

O Nubank faz seu dinheiro render a 100% do CDI, que hoje equivale a cerca de 14,9% ao ano. Além de ser seguro rende bem;
. Isso significa que uma quantia guardada lá cresce automaticamente sem você precisar fazer nenhuma ação, quanto mais colocar mais irá render;
. O rendimento começa a valer de verdade a partir do 31º dia após o depósito.
. Em dias úteis, seu dinheiro rende proporcionalmente cerca de 0,05% por dia útil, dependendo da Selic/CDI;
. Essa forma de rendimento é superior ao da poupança e se aproxima da maioria dos investimentos de renda fixa simples.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Taxa Selic pode cair em 2026? Veja os impactos e as melhores oportunidades

 


Taxa Selic pode cair: o que isso significa para a economia, os investimentos e o seu dinheiro

A Taxa Selic voltou ao centro das atenções do mercado financeiro, devido ao pronunciamento do Comitê de Política Monetária (COPOM), que decidiu continuar com a Taxa Selic de 15%, e estão projetando uma queda da mesma nesse ano. Analistas, investidores e economistas têm discutido com cada vez mais intensidade a possibilidade de queda dos juros no Brasil, após um longo período de política monetária restritiva. Sendo assim, faremos umas perguntas para nós mesmos.

. "Por que estão falando tanto em queda da Selic?"
. "O que precisa acontecer para isso se concretizar?"
. "Quem ganha e quem perde com juros mais baixos?"

Neste artigo, você vai entender tudo isso de forma clara e prática.


O que é a Taxa Selic e por que ela é tão importante?

A Taxa Selic (Sistema Especial de Liquidação e Custódia), é a taxa básica de juros da economia brasileira, ela é a ferramenta principal para o controle da inflação. Ela serve como referência para praticamente todas as outras taxas do país, incluindo:

. Juros de empréstimos e financiamentos: ou seja, como a Selic está a 15% nos dias atuais, se você fizer um financiamento ou empréstimos os juros não podem ser muito altos e baixos do que 15% (se você pegar com um banco);

. Rentabilidade de investimentos de renda fixa: já aqui, como ela é referência, em um investimento de CDB irá seguir essa métrica, podendo pagar mais ou menos;

. Decisões de consumo e investimento das empresas: as empresas irão fazer financiamentos, como a Selic é a referência, logo uma Selic mais baixa os juros serão mais baixos.

Quando a Selic está alta, o objetivo principal é conter a inflação, pois o governo está tendo muito gastos públicos, o que está acontecendo no Brasil hoje.
Quando está baixa, a intenção é estimular o crescimento econômico, a economia está girando.


 Por que o Banco Central manteve os juros altos por tanto tempo?

Nos últimos anos, o Brasil enfrentou diversas crises, dentre elas:

. Pressões inflacionárias persistentes: como a inflação não está dentro das metas nos últimos tempos, e não tem como baixar a "força", (a Selic) se isso acontecer o Brasil entrará em colapso;

. Incertezas fiscais: atualmente está tendo rombo fiscais no governo, só prejuízo em contas públicas, logo não há como baixar a Selic;

. Cenário internacional mais restritivo: não dependemos só de nós para baixar a Selic, então como o cenário externo está em turbulências, os juros ficaram assim;

. Juros elevados em economias desenvolvidas: como falado anteriormente, não dependemos só do Brasil, como as principais economias mundias estão com juros altos, aqui também ficará. 

Diante disso, o Banco Central (BACEN) optou por manter a Selic em patamar elevado para ancorar expectativas de inflação e preservar a credibilidade da política monetária.

Essa postura, embora necessária, trouxe efeitos colaterais:

. Crédito caro: logo, se pegarmos financiamentos ou empréstimos, os juros estarão lá em cima; 

. Consumo mais fraco: ela funciona como um "freio" na economia, fazendo com que o dinheiro fica mais caro para empresas e seus colaboradores;

. Crescimento econômico limitado: para uma empresa crescer ainda mais, ela precisa pegar dinheiro emprestado, como a taxa de juros está alta, um empréstimo se tornará mais caro, assim, as empresas não optam por pegar dinheiro emprestado.


 O que mudou para agora o mercado falar em queda?

A expectativa de queda da Selic não surgiu por acaso. Alguns sinais importantes começaram a aparecer, para melhorar o crescimento econômico, são eles:

. Inflação dando sinais de desaceleração: Os índices inflacionários mostram menor pressão, o que abre espaço para uma política monetária menos rígida, ou seja, a inflação está dentro das métricas exigidas pelo Banco Central;

Atividade econômica mais fraca: Com juros elevados por muito tempo, a economia perde fôlego. O Banco Central observa esses dados com atenção. E lembrando, não pode baixar a "força";

Comunicação mais cautelosa do Copom: Mesmo sem cortar a Selic ainda, o tom dos comunicados passou a indicar possibilidade de flexibilização futura, desde que o cenário permita, isso irá depender do governo e tendo uma eleição presidencial em vista, isso pode mudar tudo.


Como costuma acontecer um ciclo de queda da Selic?

É importante entender que a Selic não cai de forma abrupta. Normalmente, o processo ocorre assim:

  1. O Banco Central sinaliza mudança de postura: uma postura mais otimista com o governo batendo as métricas;

  2. O mercado ajusta expectativas: logo, a bolsa de valores, começa a crescer, como está acontecendo agora, o dólar cai devido a investimento estrangeiro;

  3. Os cortes começam de forma gradual: a Selic, não irá cair 10% numa reunião, ela irá caindo aos poucos, como: 0,25%, 0,2%, dentre outros; 

  4. Cada decisão depende de novos dados econômicos: para baixar a Selic, o governo precisará estar continuando a bater as métricas exigidas pelo Banco Central.

Ou seja: mesmo que a queda comece, ela tende a ser lenta e cautelosa, pois se não for feita assim, irá gerar uma grande crise econômica no Brasil.


 O impacto da queda da Selic nos investimentos

mas agora, qual realmente é o impacto da Selic nas nossas aplicações:

Renda fixa

. Títulos atrelados ao CDI passam a render menos: pois o CDI (Certificado de Depósito Interbancário) é praticamente a Selic (só menos 0,1%), então se baixa a taxa de juros, seu rendimento irá cair;

. Prefixados e IPCA+ podem se valorizar: mais conhecido como marcação de mercado, você coloca a uma taxa já prefixada, se o a Selic baixar, até o vencimento do seu investimento, logo se a taxa cai, e se subir a mesma coisa irá render a mesma coisa. 

Bolsa de valores

. Juros menores tornam ações mais atrativas: por dois motivos, primeiro, as empresas vão fazer empréstimos para crescer já que a taxa de juros está baixa. Segunda, há um tipo de valuation (de Warren Buffet), que para precisamos colocar a taxa de juros do país, logo uma taxa alta a empresa fica mais cara,  já uma baixa fica mais barato

. Empresas endividadas tendem a se beneficiar: a taxa de juros é a Selic, então se baixa os juros impostos na dívida irão se reduzidos e geralmente eles fazem um empréstimo com os juros da Selic;  

. Setores como varejo, construção e consumo ganham destaque: como os juros altos freiam a economia, juros baixos a economia gira mais, então para as empresas de varejo é muito bom.

 Crédito e financiamentos

. Empréstimos ficam mais baratos: como ficam mais baratos os empréstimos, é melhor para todos, pois os bancos irão ter mais clientes pedindo empréstimos;

. A inadimplência pode cair com juros menores: os devedores que não estão pagando, voltarão a pagar suas dívidas, porque os juros estão mais saudáveis.


 Queda da Selic é sempre boa?

Toda vez que pensamos que Selic vai cair achamos que é sempre bom, mas não é bem assim. Uma redução mal calculada e forçada pode:

. Reacender a inflação: pois a Selic, ela é principal controladora da inflação, ou seja, uma taxa de juros não estando de correta, pode causar sérios problemas a economia do país;

. Desancorar expectativas do mercado: uma taxa baixando, outros tipos de investimentos irão render mais, fazendo com que investidores tiram dinheiro de determinados ativos;

. Gerar instabilidade econômica: como dito antes, uma Selic se forçada para baixo por influências internas o país iria afundar, logo, deverá ser a correta.

Por isso, o Banco Central age com prudência extrema, priorizando a estabilidade de longo prazo.


O que o investidor deve fazer agora?

 E a pergunta que fica é essa: "O que faço agora?", Diante desse cenário, algumas estratégias fazem sentido:

. Revisar a carteira de investimentos: veja se uma Selic baixa você irá manter como sua carteira está alocada, ou seja, a porcentagem em cada tipo de ativo;

. Evitar decisões baseadas apenas em boatos: tenha uma decisão já em mente, não investa em determinado ativo só porque alguém está investindo. Pode olhar o que os outros estão fazendo e ver notícias só não vá em "diquinhas"; 

. Pensar no médio e longo prazo: maioria dos investimentos são a longo prazo, não no curto prazo, para termos o poder dos juros compostos; 

. Diversificar entre renda fixa e variável: invista em coisas que tenha correlação negativa, ou seja, se um investimento desvaloriza o outro irá valorizar; 

Mais do que tentar “adivinhar” o próximo corte, o investidor deve se preparar para diferentes cenários. O nosso objetivo é operar bem o resto é consequência.


Conclusão

A discussão sobre a queda da taxa Selic reflete um momento de transição da economia brasileira. Os sinais de desaceleração da inflação e da atividade econômica aumentam a probabilidade de cortes futuros, mas tudo dependerá da evolução dos dados, mas é um bom sinal para nós investidores. Para o investidor, esse é um momento estratégico:

. Entender o cenário, ver o que é melhor para se fazer, de acordo com seu método de investimento;
. Ajustar expectativas, alocar parte em setores que irão se beneficiar com isso;
. E se posicionar com inteligência, saber onde investir.

A Selic pode cair mas quem se antecipa com conhecimento sai na frente.

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

O que analisar antes de comprar uma ação: guia prático para investir com segurança


 


O que analisar antes de comprar uma ação 

Investir em ações pode ser uma excelente forma de construir patrimônio no longo prazo, pois elas são mais voláteis em comparação aos FIIs, fazendo com que seu patrimônio cresça, mas comprar uma ação sem análise é, na prática, apostar. O bilionário investidor americano Warren Buffet fala "Nunca invista em um negócio que você não compreenda", reforçando a análise do ativo antes da entrada. Muitos investidores perdem dinheiro não porque o mercado é “arriscado”, mas porque não seguem critérios básicos antes de investir.

Este guia prático mostra o que você deve analisar antes de comprar qualquer ação, mesmo que seja iniciante.

1. Entenda o negócio da empresa

Antes de você olhar números, gráficos ou recomendações, faça uma análise bem breve e básica da empresa com essas perguntas:

Como essa empresa ganha dinheiro?

. O que ela vende?: é uma empresa de elétrica?, uma commoditie?, uma empresa de saneamento básico?, um banco?, dentre outras perguntas;

. Para quem ela vende?: ela é estatal?, privada?, como ela faz para ganhar dinheiro? entre outras;

. O produto ou serviço é essencial ou supérfluo?: essa empresa vende produtos perenes?, ou seja, que precisamos para toda a vida?, para responder essa pergunta, você faça outra pergunta como: em crise é necessário eu os produto oferecido pela empresa?, nesse exemplo, uma empresa de saneamento básico é uma empresa perene, pois se houver uma crise, nós precisamos de água.

Se você não consegue explicar o negócio em poucas frases, esse já é um sinal de alerta. Investir exige clareza, não mistério.


2. Analise os fundamentos financeiros

Aqui entram os dados que mostram se a empresa é saudável financeiramente.

a) Lucro consistente

. A empresa lucra de forma recorrente?: ou seja, ela não está dando prejuízo?, se der investigue o prejuízo e se ele é um fato não recorrente (algo não esperado), e se você irá seguir com a empresa na carteira;

. O lucro cresce ao longo dos anos? se o lucro cresce ao longo dos anos é muito importante, pois irá aumentar nossos dividendos, empresas dos setores perenes ocorrem isso, mas preferencialmente em energia elétrica e saneamento básico, pois elas tem um contrato a seguir.

Empresas que alternam muito entre lucro e prejuízo costumam ser mais arriscadas.Geralmente empresas do ramo de varejo são mais comuns

b) Receita crescente

. O faturamento está aumentando?: as vezes isso é uma armadilha, pois o lucro aumenta porque ela deixou rendendo no Tesouro Selic e não houve aumento de seus serviços prestados. Muito importante, pois você irá abrir o relatório da empresa e ver se lucro aumentou, por causa de seu desempenho operacional

. O crescimento é real ou pontual?: ver o crescimento esperado da empresa para os próximos anos é primordial, como: ler notícias, ver o que o gestor da empresa está falando e comentários de outros. Mas tenha uma análise própria da empresa, gere essas notícias como comentários. Crescimento sustentável é mais importante do que crescimento rápido.

c) Endividamento

. A dívida está controlada? medir o endividamento da empresa é importante, pois há empresa sempre irá ter dívidas, cabe a nós ver se não é muito alta, juros elevados e se não fez porque estava precisando muito de dinheiro;

. A empresa consegue pagar suas obrigações? a mais importante, como mencionado antes a empresa sempre irá ter dívidas para crescer, aqui mediremos se ela há um plano de amortização e pagamento da dívida e se ela é saudável para a empresa

Indicadores como Dívida Líquida / EBITDA ajudam a avaliar isso. Dívida excessiva pode comprometer o futuro. Uma dívida maior que 4 é importante dar uma atenção especial para isso e ver se consegue pagar.


3. Avalie a rentabilidade

Nunca compre a empresa só porque está pagando muito bem. Aqui há alguns indicadores importantes:

. ROE (Retorno sobre o Patrimônio): mostra se a empresa gera bons retornos com o capital dos acionistas, ou seja, a eficiência de empresa para gerar lucro com seu dinheiro, um ROE é medido pelo Lucro Líquido/Patrimônio Líquido. Não existe um valor absoluto para o ROE, um ROE bom irá ser próximo da Selic, logo um ROE acima da Selic é o esperado;

Margem líquida: indica eficiência operacional, ou seja, o quanto ela está gerando de lucro líquido depois de pagar impostos, aluguéis, dentre outros, uma margem líquida alta é ideal, uma margem líquida acima de 10% é bom, acima de 20% é o ideal;

ROIC (Retorno sobre o Capital Investido): avalia a eficiência do capital investido, logo, quanto do capital investido é revertido em dinheiro, mostra quão bom o negócio utiliza seus recursos. Um ROIC acima de 10% é o ideal, mas acima de 20% é excelente.

Empresas rentáveis tendem a atravessar crises com mais solidez.


4. Política de dividendos

Aqui é para quem quer viver de renda passiva e que pingue um dividendo regularmente no seu bolso. Para ver a política de dividendos da empresa, você deve ir no site da empresa que você deseja e abrir a Relações com Investidores (RI). Exemplo: pesquise no google a empresa que você quer mais colocar RI, " PETR4 ri", "BBAS3 ri"', dentre outras empresas. 

. A empresa paga dividendos regularmente?: as empresas pagam de acordo com sua política de dividendos, ou seja, paga trimestralmente, semestralmente, anualmente, bimestralmente ou mensalmente. No RI estará payout mínimo e quando ocorrerá os pagamentos. 

. O payout é sustentável?: payout é a porcentagem do lucro líquido que será repassado aos acionistas. Exemplo: um payout de 60%, siginifica que de R$100,  R$60 será passado aos acionistas. Temos que ver se a empresa consegue sustentar por bastante tempo esse payout. Um payout acima de 25% é o desejável, mas quanto mais melhor para nós que queremos os dividendos.

. Os dividendos crescem ao longo do tempo?: o nosso dinheiro é queimado todo o ano pela inflação, ou seja, a empresa se quiser aumentar seus acionistas deve aumentar os dividendos, pois se pagar o mesmo valor todas as vezes, não é bom por causa da inflação.

Dividend yield alto isoladamente pode ser armadilha. O importante é consistência. Se você está vendo que a empresa está distribuindo pouco, é bom dar uma olhada na política de dividendos da empresa, se o payout não cresce ao longo dos anos é bastante provável que a política de distribuição da empresa esteja no máximo.


10. Tenha uma estratégia clara

Antes de comprar, defina seus objetivos, ou seja, o que você quer investindo;

. É para longo prazo ou curto prazo?: basicamente todos os investimentos serão a longo prazo, se você quer a curto prazo, há poucos ativos, mas serão bastante voláteis.

. Busca crescimento ou dividendos?: muito importante, pois há ações que não pagam, ou pagam muito pouco, fazendo que esse ativo seja de trade, não irá pagar tanto, outro também é o número no final da ação se é o final 3, ou seja "KLBN3", será uma ação ordinária, você poderá votar dentro da empresa (para votar você precisa ter bastante ações, mais de mil) e não será tanto de receber dividendos (mas há tickers com o final 3 que pagam dividendos como o "BBSE3"). Já o final 4 é uma ação preferencial, ou seja terá preferência para dividendos, "KLBN4".

. Faz sentido dentro da sua carteira?: o mais importante, muitas pessoas, vejam influencers falando que um determinado ativo irá subir e compra, sem nem souber do que se trata o ativo e de como ganha dinheiro, como dito anteriormente, você deve tirar suas próprias conclusões sobre o ativo e pensar se ele ganhará um espaço na sua carteira. 

Comprar ações sem estratégia costuma levar a decisões emocionais, como vender na baixa. E não entender os motivos da queda.


Conclusão

Comprar uma ação não deve ser um impulso, mas uma decisão racional. Analisar o negócio, os números, o preço e o contexto reduz riscos e aumenta suas chances de sucesso no longo prazo. Se você está começando, foque em empresas simples, lucrativas e previsíveis. O básico bem feito funciona melhor do que estratégias complexas. O básico funciona, é uma opinião baseada em estudos científicos. Investir bem não é prever o futuro, é evitar erros básicos. Ninguém consegue prever futuros, se alguém soubesse essa pessoa estaria bilionária, pois fazia um empréstimo aportava em determinado ativo

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Por Que os Juros Compostos São o Maior Aliado do Investidor de Longo Prazo


Juros compostos explicados de forma simples (com exemplos reais)

Os juros compostos são um dos conceitos mais importantes dos investimentos e, ao mesmo tempo, um dos mais mal compreendidos, se usados de mal jeito. Em termos simples, eles representam juros sobre juros, ou seja, o crescimento do dinheiro ocorre não apenas sobre o valor investido inicialmente, mas também sobre os rendimentos acumulados ao longo do tempo.

Albert Einstein, um dos cientistas mais inteligentes da história, teria chamado os juros compostos de “a oitava maravilha do mundo”. Independentemente da autoria da frase, o princípio é verdadeiro: quem entende e usa os juros compostos a seu favor ganha tempo e consistência nos investimentos. Ele acaba finalizando sua frase enaltecendo que nos juros compostos um pobre pode ser tornar milionário. 


O que são juros compostos?

Juros compostos acontecem quando os rendimentos de um investimento são reinvestidos, passando a gerar novos rendimentos no período seguinte. Diferente dos juros simples, onde o ganho é sempre calculado sobre o valor inicial, nos juros compostos o crescimento é exponencial, não linear.

Em resumo:

. Juros simples: crescimento previsível e limitado, onde é calculado pelo montante inicial, logo, se o montante inicial é de R$100 e amanhã renda R$2, os juros será calculado pelos mesmos R$100.

. Juros compostos: crescimento acelerado ao longo do tempo, onde é calculado pelo montante reinvestido, ou seja, montante inicial é de R$100 e amanhã renda R$2, os juros será calculado agora por R$102.


Exemplo simples para entender

Para sabermos calcular o quanto nosso dinheiro renderia em juros compostos há uma fórmula:

 M = C * (1 + i)^t

. M = montante (valor final)

. C = capital investido (valor inicial)

. I = taxa de juros (hoje está em 15%, é em decimal, logo 0,15

. T = tempo (período de aplicação)

Imagine o seguinte cenário: Investimento inicial: R$ 1.000,  Rentabilidade:10% ao ano, Prazo: 3 anos

Ano 1

. R$ 1.000 ×(1+ 0,10)^1 = R$ 100

Total: R$ 1.100

Ano 2

. R$ 1.100 × (1+ 0,10)^2 = R$ 110

. Total: R$ 1.210

Ano 3

. R$ 1.210 × (1+ 0,10)^3 = R$ 121

. Total: R$ 1.331

Perceba que o ganho aumenta a cada ano, mesmo com a mesma taxa. Isso ocorre porque os juros passam a render juros, ou seja, juros sobre juros, geralmente suas dívidas também são assim. E é sim que os bancos ganham dinheiro sobre suas dívidas.


Exemplo real: investir mensalmente

Agora vamos para um exemplo mais próximo da realidade de quem investe todo mês(não que uma rentabilidade de 10% ao ano seja muito difícil de fazer, mas é bem possível): Aporte mensal: R$ 300, Rentabilidade média: 10% ao ano (aprox. 0,8% ao mês), Tempo: 20 anos. Ao final do período:

. Total investido: R$ 72.000

. Patrimônio aproximado: R$ 230.000

Ou seja, mais de R$ 150.000 vieram apenas dos juros compostos, não do seu bolso. Esse é o poder do tempo aliado à constância e disciplina.


Tempo é mais importante que taxa

Já ouviu aquela frase onde diz; "tempo é dinheiro", é exatamente o que se aplica aqui nos juros compostos. Um erro comum é buscar apenas investimentos com alta rentabilidade sem ver a qualidade do ativo e seu modelo de negócio. Na prática, o tempo investido é ainda mais relevante. Compare:

. Pessoa A: investe R$ 500 por mês durante 20 anos, com uma rentabilidade de 10% ao ano;

. Pessoa B: investe R$ 200 por mês durante 30 anos, com uma rentabilidade de 10% ao ano.

Mesmo com a mesma taxa, a pessoa B terá um patrimônio muito maior, mesmo com menos da metade do valor que a pessoa A está investindo, pois permitiu que os juros compostos atuassem por mais tempo. Quanto antes começar, menor o esforço mensal necessário.


Onde os juros compostos realmente funcionam

Agora já sabemos de quase tudo sobre os juros compostos, mas queremos sempre os "melhores juros compostos", e a pergunta que fica é: "onde os juros compostos funcionam melhor?", você está na eficiência máxima deles quando:

. Há reinvestimento dos rendimentos: ou seja, você está investindo o que estão te distribuindo de juros, sendo em FIIs, Renda Fixa ou em Ações; 

. O investimento é mantido no longo prazo: você está investindo há bastante tempo, precisa de muita disciplina e constância, logo para querer ter bastante patrimônio, deverá pensar ao longo prazo;

. Não há resgates frequentes: quando você pega o dinheiro para fazer alguma coisa, Renda Fixa você deve tomar cuidado para não pagar IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) que é um imposto desnecessário, só pegue se for em casos de extrema necessidades.

Exemplos:

Tesouro Selic e Tesouro IPCA+: um tipo de Renda Fixa que você está emprestando seu dinheiro para o governo e recebendo em juros; 

. Fundos imobiliários com reinvestimento dos dividendos: aqui é renda variável, mas mais seguro que ações, onde você compra cotas de FIIs e recebe mensalmente seus proventos; 

Ações de empresas sólidas com foco em longo prazo: também renda variável, mas mais arriscado, nesse tipo de investimento você está comprando uma parte de uma empresa e está recebendo os lucros dela.

Por outro lado, gastos impulsivos e dívidas com juros altos funcionam como juros compostos ao contrário.


O lado negativo dos juros compostos

Assim como ajudam a enriquecer, os juros compostos podem destruir finanças quando aplicados em:

. Cartão de crédito: se você paga metade da conta só para seguir usando o cartão, tome cuidado isso está te endividando e pode se tornar algo muito perigoso; 

. Cheque especial: você paga juros diários (juros compostos), fazendo um endividamento silencioso, mas muito complicado de reverter; 

. Parcelamentos longos com juros elevados: como comprar uma casa com muito tempo pagando e com juros abusivos, se você parar e fazer as contas, você está pagando quase duas casas.

Uma dívida pequena pode se transformar em um problema grande em pouco tempo. Prejudicando até seus relacionamentos.


Conclusão

Juros compostos não exigem genialidade, apenas disciplina, paciência e constância. Investir regularmente e o máximo que conseguir, reinvestir os ganhos e principalmente respeitar o tempo são atitudes simples que produzem resultados extraordinários no longo prazo. Quem começa cedo não precisa correr só ter constância e paciência. Quem começa tarde precisa ser mais disciplinado e aportar mais. Mas o mais importante é começar. Se você quer construir patrimônio de forma consistente, entender e aplicar os juros compostos é o primeiro passo.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Banco do Brasil aprova payout de 30% para 2026

 


Banco do Brasil Aprova Payout de 30% para 2026: O que Isso Significa para os Acionistas?

O Banco do Brasil (BBAS3) anunciou nesta segunda-feira, 19 de janeiro de 2026, a aprovação de um payout de 30% do lucro líquido para o exercício social de 2026, consolidando a sua estratégia de remuneração aos acionistas por meio de dividendos e/ou juros sobre o capital próprio (JCP). Uma porcentagem inferior se compararmos com os últimos anos de distribuição da empresa, devido a sua inadimplência de sua carteira de crédito do agronegócio.

O que é Payout e por que isso importa para os acionistas?

O payout representa a proporção do lucro líquido que a empresa destina à distribuição de dividendos aos seus acionistas, ou seja, receber dinheiro. Em outras palavras, esse percentual indica quanto do lucro gerado pela companhia será repassado ao mercado sob a forma de dividendos e JCP. Exemplo; Um payout de 30% significa que, de cada R$ 100 de lucro, R$ 30 serão distribuídos aos acionistas, os outros R$ 70 ficaram com o Banco do Brasil para ser investidos nele mesmo.

Essa política é particularmente relevante para investidores de renda passiva que buscam retorno periódico além da valorização das ações.  A definição de um percentual claro e consistente reforça a previsibilidade de pagamentos ao longo do ano, além de aumentar seu fluxo de caixa.

Detalhes do anúncio e cronograma de pagamentos

De acordo com o fato relevante divulgado pelo Banco do Brasil, dia 19 de janeiro de 2026, nesta segunda-feira, a remuneração aos acionistas será feita em oito fluxos de pagamento ao longo de 2026:

. Quatro pagamentos, realizados ao longo dos trimestres de referência, abaixo o dia dos pagamentos;

1⁰ (11/03/26) 2⁰ (11/06/26) 3⁰ (11/09/26) 4⁰ (10/12/26)

. Quatro pagamentos complementares, efetuados após o encerramento de cada trimestre, abaixo o dia dos pagamentos;

1⁰(11/06/26)  2⁰ (11/09/26)  3⁰ (04/12/26)  4⁰ (10/03/27)

O payout de 30% foi aprovado considerando fatores estratégicos, como a performance financeira da instituição, sua condição de capital, metas operacionais e perspectivas de mercado especialmente diante de desafios macroeconômicos e setoriais, pois haverá a eleição presidencial esse ano e o Banco do Brasil é uma estatal, ou seja, pertence ao governo.

Contexto e razões por trás da decisão

Nos últimos anos, a empresa adotava um payout de aproximadamente 50% de seu lucro líquido. Já agora, Banco do Brasil adotou uma postura mais cautelosa em relação à sua política de dividendos. Em 2025, enfrentou um resultado operacional abaixo, devido a estar pressionado por fatores como o aumento da inadimplência de sua carteira de crédito do agronegócio, ou seja, emprestava dinheiro ao agro e não está recebendo, logo há calote, e a necessidade de reforçar provisões, o que levou à revisão do payout de níveis anteriormente mais altos (na faixa de 40–55%) para 30%, para ficar com mais dinheiro em caixa, devido a esses problemas não recorrentes. 

Essa moderação tem como objetivo equilibrar a remuneração aos acionistas com a solidez financeira e a capacidade de reinvestimento da própria instituição, especialmente em um cenário de desafios no setor bancário. Onde o banco está sendo bastante afetado, pois se compararmos dia 21/01/25 até os dias de hoje (21/01/26), as ações caíram cerca de 10%.

O que isso representa para investidores

Para investidores focados em renda passiva, o anúncio traz duas mensagens principais:

. Compromisso com retorno ao acionista: ou seja, A definição de um payout claro e um cronograma previsível de pagamentos favorece o planejamento de fluxo de caixa dos investidores;

. Cautela diante de resultados operacionais: logo, O percentual de 30% indica prudência na distribuição, compatível com a necessidade de manter capital para eventuais adversidades econômicas ou para suportar crescimento sustentável da instituição, como mencionado anteriormente, há eleição presidencial em vista, e o banco é uma estatal. 

Conclusão

A aprovação do payout de 30% pelo Banco do Brasil para 2026 representa um passo importante na consolidação de sua política de dividendos, alinhando remuneração ao acionista com disciplina financeira. Apesar de inferior aos patamares históricos, o percentual reflete a realidade atual do banco e abre uma janela de previsibilidade para quem investe em renda variável. Diante disso, não espere dividendos absurdos esse ano e começo do ano que vem, a empresa apresenta problemas como um ROE de 8% (bem abaixo de seus concorrentes que estão com um ROE de 20%) e um P/VP abaixo de 1, que serão resolvidos em praticamente de 1 a 2 anos, logo comprar essa ação você estará pensando que a empresa irá se recuperar em médio/longo prazo.

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